Reabilitação Cardíaca

A reabilitação cardíaca segundo a Organização Mundial da Saúde é definida como o conjunto de atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição satisfatória na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

O treinamento físico constitui-se basicamente em treinamentos aeróbico e de força muscular. O conjunto de exercícios causará adaptações na frequência cardíaca, na pressão arterial, no metabolismo, na função ventricular e na força, principalmente de membros inferiores. Essas adaptações têm repercussões práticas, permitindo ao indivíduo treinado suportar cargas maiores por mais tempo, retardando o desenvolvimento da fadiga e do cansaço.

Os pacientes que aderem a programas de reabilitação cardíaca apresentam inúmeras mudanças hemodinâmicas, metabólicas, miocárdicas, vasculares, alimentares e psicológicas que estão associadas ao melhor controle dos fatores de risco e à melhora da qualidade de vida. Nos pacientes portadores de cardiopatia isquêmica e de insuficiência cardíaca, a reabilitação cardíaca reduz a mortalidade cardiovascular e total. Somado a esses benefícios, os programas de reabilitação cardíaca, quando adequadamente conduzidos, são seguros e muito efetivos, devendo ser oferecidos a todos os pacientes.